Setor de cosméticos busca profissionais

segunda-feira, 1. Agosto 2011

Há demanda de pessoas em todos os níveis da cadeia de produção

Só no ano passado, o setor de higiene e beleza movimentou R$ 23 bilhões no Brasil, segundo dados da Nielsen. Em relação ao mercado mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, segundo dados do Euromonitor de 2010, o Brasil ocupa a terceira posição. É o primeiro mercado em desodorante, produtos infantis e perfumaria. O crescimento desse segmento – cerca de 10% ao ano - impulsionou também a busca por mão de obra tanto para posições estratégicas (como gerentes de produtos e profissionais da área de pesquisa e desenvolvimento), quanto para as posições operacionais (como embaladores).

Segundo Fabiana Cotrim, diretora da Fesa, empresa de recrutamento de altos executivos, a busca por pessoas nessa área aumentou 30% em relação a 2010.

As principais demandas são por profissionais que atuem nas áreas de tecnologia, comercial (com foco em um canal de vendas específico, como farmacêutico), pesquisa/inteligência de mercado e "consumers insights" (descoberta a respeito das motivações do consumidor). "Há busca também por gerentes de produtos e grouper (que tem um nível acima do gerente de produto) com conhecimentos em cosmético, perfumes e cuidados com a pele”, enumera.

Conhecimento específico

Segundo Fabiana, como o preenchimento dessas vagas não é simples, porque os profissionais têm de ter experiência específica nessa área, algumas multinacionais optam por trazer seus executivos de pesquisa e desenvolvimento para atuar no Brasil.

Amalia Sina, proprietária da Sina Cosméticos, diz que além da dificuldade de achar profissionais estratégicos, não se encontram profissionais de base. “É uma mão de obra muito especializada em determinadas funções e, como o setor cresce muito rápido, não há tempo para treinar esses profissionais. Além disso, a rotatividade deles também é grande. Ou seja: errou, troca.”

Treinamento

Segundo a empresária, são mais de 1.700 empresas do setor de cosmético no Brasil e não adianta ter profissionais estratégicos se na outra ponta da cadeia de produção não há funcionários preparados. “Um envase mal-feito causa um prejuízo danado para a empresa.”

A solução para preencher essa lacuna, diz Amalia, é o treinamento. Tanto para níveis gerenciais, com a busca por conhecimentos específicos desse mercado, quanto para o chão de fábrica.

Oportunidades

Além do trabalho na indústria propriamente dita, há oportunidades também na comercialização desses produtos nos próprios pontos de venda. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), os produtos do setor são distribuídos por meio de três canais principais: distribuição tradicional, incluindo o atacado e as lojas de varejo; venda direta, evolução do conceito de vendas domiciliares e franquia, lojas especializadas e personalizadas.

A L’Occitane do Brasil, por exemplo, que tem atualmente 100 lojas no País, planeja abrir outras 70 até 2013.

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo | 01/08/2011 05:20

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