A Associação Brasileira de Cosmetologia é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 10 de abril de 1973, com objetivo de promover o desenvolvimento da cosmetologia nacional. Formada por um grupo de profissionais das áreas de Farmácia, Química e afins, ligados a universidades e empresas de produto acabado e matérias-primas para a indústria de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, a ABC promove atividades tecnológicas, científicas e de regulamentação em prol do setor. Regida por seu Estatuto, a Diretoria da ABC é voluntária e eleita pelos associados para uma gestão bienal.

Sua atuação efetiva ao longo deste período foi de suma importância para o desenvolvimento dos setores tecnológico, científico e regulamentar do âmbito cosmético e de seus profissionais, participando de comitês, grupos técnicos, grupos de trabalhos e aconselhamento para as áreas de Vigilância Sanitária, Metrologia e Meio Ambiente, e no processo de integração ao Mercosul.

IFSCC NOVA SEM FUNDO

A ABC é representante oficial do Brasil junto à IFSCC (International Federation of Societies of Cosmetic Chemists) – sociedade que congrega cerca de 35 entidades internacionais, além de representar o Brasil junto à comunidade internacional científica da Cosmetologia, participando e promovendo atividades para o aperfeiçoamento da integração mundial e troca de informações.

Em 2010, o Brasil passa a ocupar o 7° lugar no ranking da IFSCC colocando o Brasil em posição de destaque perante à comunidade científica internacional. Para compor o ranking são considerados o número de associados de cada entidade membro e as respectivas contribuições científicas nos congressos da Federação.

FELASCCA ABC também é a representante oficial do Brasil na FELASCC – Federação Latinoamericana de Associações de Ciências Cosméticas – que congrega cerca de 11 entidades do setor na região, tendo o associado e Presidente da gestão 2013-2015 João Hansen como Revisor de Contas da FELASCC.

As indústrias e universidades do Brasil estão preocupadas com a qualidade técnica dos produtos e processos. E a ABC está cada vez mais empenhada em promover a cosmética nacional. Para isso, realiza intensivamente cursos de aprimoramento para os profissionais do setor e incentivado os autores de trabalhos para submeterem resumos nos eventos internacionais.

A ABC realiza regularmente conferências, palestras, workshops e cursos, além do tradicional Congresso Brasileiro de Cosmetologia, que acontece simultaneamente a maior exposição do setor na América Latina, a FCE Cosmetique que abrange os setores de matéria-prima, componentes, tecnologia e equipamentos de laboratório.
 

História da Cosmetologia

Podemos dizer que o uso de cosméticos remonta há pelo menos 30.000 anos. Os homens da pré-história faziam gravações em rochas e cavernas e também pintavam o corpo e se tatuavam. Aparentemente os egípcios foram os primeiros usuários de cosméticos e produtos de toucador em larga escala. A famosa Cleópatra se banhava com leite de cabra para ter uma tez suave e macia e incorporou o símbolo da beleza eterna assim como os faraós eram sepultados com tudo o que era necessário para se manterem belos.

cosmetico_egipto_historiaDurante a dominação Grega, os cosméticos se tornaram mais ciência do que conectados aos religiosos. Os cientistas davam conselhos sobre dieta, exercícios físicos, higiene e cosméticos. Na era Romana, Claudius Galens iniciou a era galênica dos produtos químico-farmacêuticos com a sua formulação Unghentum Refrigerans. Durante a Idade Moderna, após vários anos de clausura para a ciência cosmética passados na Idade Média, nota-se a crescente evolução dos cosméticos, nas ruas de Paris eram vendidos desde depilatórios a sabonetes.

Já na Idade Contemporânea, os produtos saíram da produção caseira para uma produção em grandes indústrias. No Brasil, duas grandes empresas nasceram, uma em São Paulo e outra em Curitiba, e as contribuições para a evolução da indústria cosmética brasileira foram para além do surgimento das sociedades médicas de dermatologia, de cirurgia plástica e dos profissionais de estética, da criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC).